É preciso apagar a luz
do pensamento e recostar
a lembrança no
travesseiro da alma
para parar o turbilhão
de sonhos e vontades.
Boa noite!
É preciso apagar a luz
do pensamento e recostar
a lembrança no
travesseiro da alma
para parar o turbilhão
de sonhos e vontades.
Boa noite!
Algo incomoda a alma que repousa.
Agora desperta e inquieta, busca
respostas às sensações e muda o
rumo do sonho.
Cama, banheiro, cozinha, sala…
Nenhum ambiente confortável e suficiente.
Voltar? parece inviável e mais angustiante que o passeio pelos pensamentos.
Da insônia e ânsia pela escrita, convidei Lya Luft à minha companhia.
Foi no “rio do meio” que ela me disse:
“Há pessoas que parecem ter nascido mal-equipadas para viver. O mais terno desvelo as incomoda, qualquer afeto desperta suspeitas, talvez se agarrem a fetiches para enfrentar terrores incompreensíveis para os demais. Nasceram sem a proteção da pele: o doce ar da manhã lhes abrirá feridas. São constantemente sugadas para baixo, para alguma escuridão escancarada, por forças que não se deixam definir nem, por isso mesmo, combater com eficiência. Não sabemos ao certo quem é o inimigo, não vemos seu rosto.
Quem estiver ligado a uma pessoa assim conhecerá uma das mais dolorosas e difíceis experiências: a impotência para evitar que alguém amado se aniquile.” [p. 92]
Diante de sua magnitude e sapiência, só me resta entorpercer e adormecer.
Dos insones, notivagos, de minh’alma que persiste. Uma eterna agonia, alarde e pressão. Sobre o peito, o estômago que queima, a tensão que não cessa e a paz que não chega…
Agonizo em meus ‘altos’ e solitários pensamentos. Ai de mim e desta matéria insana!
…do cachimbo deixa a boca torta! De novo, quando a pestana começa a bater, bate tanto que cria asas e o sono vai embora. Madrugada adentro, divagando.