Ao caminhar
naquele mar,
inspirei toda a sua força
e mistério.
Não poderia ser diferente,
nem melhor.
A maresia que
tocava a pele
querendo dizer ser
toda a essência
de vida.
E a voz que me
acompanhava,
a ensinar a escutar
o mar.
Falava em alto e
bom tom.
Falava o mar de
vida e coisas belas
que nele há.
Falava ainda do
bem-querer.
Falava do mar,
o mar.
E eu, a escutar;
quase que criança,
a fantasiar.
Só não falou a areia,
que era ínfima
se comparada a
imensidão do mar.
Agora sei
que nele
hei de ficar.
E será de bom grado
ouvir-lhe novamente
por uma eternidade…
11.6.1996
