Sonho

12 08 2010

Ao caminhar
naquele mar,
inspirei toda a sua força
e mistério.

Não poderia ser diferente,
nem melhor.
A maresia que
tocava a pele
querendo dizer ser
toda a essência
de vida.

E a voz que me
acompanhava,
a ensinar a escutar
o mar.

Falava em alto e
bom tom.
Falava o mar de
vida e coisas belas
que nele há.

Falava ainda do
bem-querer.

Falava do mar,
o mar.
E eu, a escutar;
quase que criança,
a fantasiar.

Só não falou a areia,
que era ínfima
se comparada a
imensidão do mar.

Agora sei
que nele
hei de ficar.
E será de bom grado
ouvir-lhe novamente
por uma eternidade…

11.6.1996





Sonho

14 07 2010

No sonho do qual não quero despertar,
viajo e me esbaldo em risos,
paisagens, espaços gigantescos,
como meu sonhar.

No sonho do qual não acordo,
busco encontrar…
respostas, pessoas, o mar…

Me deixo levar,
me perco,
me acho.

Não acordo do sonho no qual
me encontro.
Um sonho de ficar,
num abraço infinito,
que nos une e
nos transforma…
em um só ser;
uma só alma.

Não consigo parar…
de escrever… e de sonhar…

Pra quê acordar?
continuarei a vagar por meus
devaneios.





Despertar

18 02 2010

Num susto, levanto.
De um sonho, acordo.
Te busco e não acho,
Em verso, em prosa,
não tenho resposta.
Continuo a buscar…
Te espero.
Canso. Você não vem.
Vou indo.
Adeus e até breve





Pressentimento

14 04 2009

5h30. Este foi o horário do meu despertar desta terça, com uma sensação nada saudável. Há muito não acontecia. Não! Não irei revelá-la. Mas acontecendo, emitirei um ecoar.

Estranho conviver com tal sensação e ser impotente diante dela. De que adianta prever o futuro se não temos direito de modificá-lo?





Volitar

18 11 2008

Em pensamento, em palavras, em gestos, num ritmo veloz, ou pausado.. Não importa o estágio. É possível volitar sobre nós mesmos, em nossos sonhos, na real, no outro. Basta nos perceber, permitir, estarmos em paz e em comunhão conosco e consigo.

Volitar = ensaiar vôo = aprender a voar/flutuar





Falsa inércia

13 11 2008
"O grito", de Munch

"O grito", de Munch

Depois de sonhar e não querer despertar, parece que entrei num estado de torpor. Paralisia nas ‘faces’ dos dedos, dormência da mente, sonolência nos pensamentos. Mas, mesmo em alfa, algo desperto e às escondidas, foi capaz de me fazer gritar em sonho e, por incrível que possa parecer, o fenômeno se repetiu; o reflexo: a garganta ainda dói. O grito pareceu-me tão real, que a vergonha enrubesceu minha face ao imaginar a vizinhança assustada com ele. Queira eu ter apenas bradado aos ventos no meu campo de sonhos.





Sonhando

8 11 2008

gatoNossa! Como tem dias que despertar custa! Foi o caso hoje.  Tão caro que pra driblar o ‘abrir olhos’ antecipei minhas tarefas do dia. Lá, já estava eu em aula, almoçando, estudando e voltando a dormir. É… o próprio subconsciente querendo enganar. Acorda pessoa… e vai!

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