Ventos uivantes

22 05 2009

No retângulo de minha sala chega o frio. Ele vem acompanhado do vento, que faz tilintar seus ‘mensageiros’ em todos os nortes. As plantas bailam; as roupas secam; meu Yakko dorme… respirando profundamente; os vizinhos calam; a rua caminha sozinha; enquanto eu, não posso deixar passar o registro desta percepção.

No meu ‘quadro vivo’ passa ele – o vento. Nem pede licença. Mas carece naum, pois é bem-vindo. Assovie, uive até. Mas não deixe de acariciar minha pele e alma.





Licença

14 11 2008
"Me leve pra qualquer lugar. Agora não me faça voltar"

"Me leve pra qualquer lugar. Agora não me faça voltar."

Ele pede passagem e tem pressa.
Chega imperativo e adentra, invade.
Não quer saber se os espaços estão ocupados.
Ele grita!
E não se importa em incomodar.
Ouça. Preste atenção.
É o vento primaveril que se anuncia.








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